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Talvez a imagem que venha à sua cabeça quando se fala em drinks clássicos seja uma da taça em "Y"
do Dry Martini. Se não é, deveria ser. O Dry Martini é o rei da coquetelaria clássica. Lendas que
comprovam o fato não faltam. No livro "Stirred, Not Shaken" ("Mexido, Não Agitado"), o expert em
drinks John Doxat sugere que a medida ideal de vermute na receita é a da sombra da garrafa sobre
o copo, ou seja, nada. Outros preferem algumas gotas sobre a dose dupla de Gin. Quantas gotas?
Isso quem decide é o barman, que tem no Dry Martini a sua assinatura.
Mas não é só o Dry que transborda histórias. O Bellini, inventado no Harry's Bar de Veneza (talvez
o bar mais famoso do mundo), também tem as suas. O bar veneziano inventou o drink em 1948,
batizando-o com o nome de um pintor local, Giovanni Bellini (1430-1516). Ernest Heminghway logo
o elegeu entre seus favoritos, uma lista que começava no Dry Martini e ia parar nos Daiquiris do
La Floridita, de Havana.
Da próxima vez que estiver no Astor, experimente começar a noite com um drink clássico preparado
pelo mestre Pereira. E tome-o no balcão, vendo o barman trabalhar e curtindo o entra-e-sai dos
clientes. O balcão do Astor é um programa completo.
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