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Sentar-se junto ao balcão do Astor, tomando um Dry Martini ou um Chopp de colarinho cremoso,
pede uma trilha sonora. Assim como a luz de tom âmbar, um cool jazz casa perfeitamente com a
ocasião. Ou será uma bossa-nova? Na dúvida, fiquemos com os dois.
O ambiente do Astor é um caso sério, desses bem pensados. Ele recria um espaço que nunca
existiu, a não ser no imaginário coletivo. Provoca uma sensação de nostalgia, de um tempo em
que nunca se viveu. Da cozinha à adega, do balcão centenário ao outro balcão, o de frios, tudo
remete à boêmia em seu sentido mais filosófico.
Dar um pulo no Astor é fazer um agrado à alma, é viver a boêmia em sua plenitude. Todos os
dias, naquela esquina, às 18h, as luzes se acendem e o mâitre Juca se dirige à porta. A
viagem começa ali.
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