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Microcosmo da boemia, hot spot da noite paulistana, o Astor recebe seus clientes logo apresentando
um de seus maiores tesouros - o centenário balcão, trazido da Filadélfia inteiro, de navio. Atrás
dele, o barman Pereira e sua equipe, fazendo o cliente lembrar que, sim, graças a Baco ainda existem
barmen como antigamente. A luz? Âmbar, como requer o estado de espírito.
O balcão frio é outro charme do salão principal da casa. De lá saem os portentosos sanduíches à la
brasserie, ideais para forrar o estômago durante a bebericagem. Entre colunas com espelhos decorados
com frases célebres ou destaques do cardápio, ficam as disputadas mesas de madeira. No canto da
esquina, cercada por cartazes lambe-lambes, fica a mesa ideal para quem quer ver e ser visto.
Descendo as escadas, que também levam aos banheiros, chega-se ao salão de baixo, com vista para a
adega de cerca de uma centena de rótulos. Um novo bar (o delicado chopp não agüenta o desaforo de
descer escadas) serve o ambiente mais amadeirado, lembrando tavernas - um ótimo espaço para enófilos
ou grandes turmas.
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